Saúde & Bem Estar
Sarampo em Mafra? Conheça os sintomas, prevenção e tratamento

Recentemente a Secretaria Municipal de Saúde identificou o primeiro caso de Sarampo no município de Mafra.

Sendo assim, a mesma esta dispondo até quinta-feira, 14 de novembro, da Unidade de Saúde Central, exclusivamente para averiguação de condição vacinal e vacinação, com atendimento em horário estendido das 16 às 20 horas.

O SARAMPO

O Sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus, que pode ser fatal. Sua transmissão ocorre quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas, Sendo assim, a única maneira de evitar o sarampo é feito pela vacina. 

PRINCIPAIS SINTOMAS DO SARAMPO:

  • · Febre acompanhada de tosse;
  • · Irritação nos olhos;
  • · Nariz escorrendo ou entupido;
  • · Mal-estar intenso;

Em torno de 3 a 5 dias, podem aparecer outros sinais e sintomas, como manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo corpo. Após o aparecimento das manchas, a persistência da febre é um sinal de alerta e pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de 5 anos de idade.

COMO SE PREVENIR?

O sarampo é uma doença prevenível por vacinação. Os critérios de indicação da vacina são revisados periodicamente pelo Ministério da Saúde e levam em conta: características clínicas da doença, idade, ter adoecido por sarampo durante a vida, ocorrência de surtos, além de outros aspectos epidemiológicos.

QUEM DEVE SE VACINAR?

· Dose zero: Devido ao aumento de casos de sarampo em alguns estados, todas as crianças de 6 meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas (dose extra).

· Primeira dose:  Crianças que completarem 12 meses (1 ano).

· Segunda dose: Aos 15 meses de idade, última dose por toda a vida.

ADULTOS DEVEM SE VACINAR?

· Se você tem entre 1 e 29 anos e recebeu apenas uma dose, recomenda-se completar o esquema vacinal com a segunda dose da vacina;

· Quem comprova as duas doses da vacina do sarampo, não precisa se vacinar novamente.

NÃO TOMOU NENHUMA DOSE, OU NÃO SE LEMBRA?

· De 1 a 29 anos – São necessárias duas doses;

· De 30 a 49 anos – Apenas uma dose.

GRÁVIDAS PODEM TOMAR A VACINA?

A vacina é contraindicada durante a gestação pois são produzidas com o vírus do sarampo vivo, apesar de atenuado. A gestação tende a diminuir a imunidade da mulher, o que deixa o sistema imunológico mais vulnerável e, por isso, a vacina pode desenvolver a doença ou complicações.

O recomendado pelo Ministério da Saúde é que a mulher que faça planos de engravidar tome todas as doses da vacina antes, podendo esta ser a tríplice ou a tetra viral, e mantenha toda a rotina prevista no Calendário Nacional de Vacinação atualizada, para se proteger e proteger o bebê.

AS COMPLICAÇÕES DO SARAMPO

O sarampo é uma doença grave que pode deixar sequelas por toda a vida ou causar o óbito. A vacina é a única maneira de evitar que isso aconteça. Algumas das complicações podem ocorrer em determinadas fases da vida:

EM CRIANÇAS:

Pneumonia: Cerca de 1 em cada 20 crianças com sarampo pode desenvolver pneumonia, causa mais comum de morte por sarampo em crianças pequenas;

Otite média aguda: (infecções de ouvido) – Ocorre em cerca de 1 em 10 crianças com sarampo e pode resultar em perda auditiva permanente;

Encefalite aguda: 1 em cada 1.000 crianças podem desenvolver essa complicação e 10% destas podem morrer;

Morte: 1 a 3 a cada 1.000 crianças doentes podem morrer em decorrência de complicações da doença.

ADULTOS e GESTANTES:

Em adultos, Pneumonia. Já na mulher em idade fértil (10 a 49 anos) não vacinada antes da gravidez pode apresentar parto prematuro e o bebê pode nascer com baixo peso; Por isto é importante se vacinar antes da gestação, pois a vacina é contraindicada durante a gestação.

COMO É O TRATAMENTO?

Não existe tratamento específico para o sarampo. Os medicamentos são utilizados para reduzir o desconforto ocasionado pelos sintomas da doença.

Não faça uso de nenhum medicamento sem orientação médica e procure o serviço de saúde mais próximo, caso apresente os sintomas descritos acima. 

Fonte: Ministério da Saúde